
Um exemplo claro são os animais domésticos que correspondem às nossas expectativas. O cão late ao ver você chegar e pensamos que ele está feliz em nos ver… ou quando falamos “biscoito” e ele corre em sua direção pra pegar a recompensa. Ao longo de muitas ações de corresponder ao afeto, estamos gerando prazer e estímulos e isso vicia. Daí quando vemos, estamos apaixonados…
O mesmo seria pouco provável ou nem aconteceria se o animal fosse um peixe, por exemplo: ele pouco responde aos estímulos se não instintivamente. Pode ser que até crie um apreço pela pela comodidade de estar lá. A paixão às vezes demora tanto que é capaz de um ir embora.
A gente cria empatia e se apaixona para benefício próprio. Para se alimentar da droga endorfina, dopamina, adrenalina, e tantas outras, e isso nos vicia. Vocês acham que só o marafo, a cigarrilha, o espumante e outras coisas que são drogas?
Quanto mais somos felizes, mais queremos a felicidade. O centro de gravidade de vocês é a felicidade, o estímulo, a paixão e tantos outros sentimentos que fazem o coração encarnado de vocês acelerar.
O que coloca vocês em órbita é a vontade.
O irmão que desencarna porque decidiu por conta própria em algum momento perdeu a vontade.
Daqui estamos sempre dando o estímulo constantemente para que vocês não percam a vontade, e em seguida a órbita.
Então, felicidade chama felicidade. Permitam-se, mas nunca procure em outrem o sentimento que não te pertence. Deixe o que faz o outro feliz com o outro.
A gente não se apaixona pelo outro sem estímulo. Estamos quase sempre com quem nosso organismo libera mais dopamina. Nosso vício é em estar bem.
- E onde está a culpa nisso?
Ela simplesmente não existe!
Vocês são responsáveis pela culpa que criam, mas não devem criá-la. Não existe culpa pois ela é imaterial, está no universo mental e lá não há dogmas. Na mente, tudo é intrinsicamente orgânico para que os conceitos sejam exclusivos enquanto se é encarnado. Isso é o que faz sentir humanos enquanto estão nesse plano.
Então, enquanto estiver recebendo afeto, demonstre. Se não há essa reciprocidade, afaste-se. Porque, ao contrário do que se imagina, alguém está sofrendo. Esse alguém pode não ser a outra pessoa, mas você mesmo, porque ao invés de alegria, estamos plantando densidade.
O afeto que plantamos é a paixão que recebemos.
Pombagira é afeto!
Paixão e
Saravá!
M. Quitéria. l Por F.G.